AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE INOVADORA NO EMPREGO DE BIOTECNOLOGIAS NA INDÚSTRIA TÊXTIL BRASILEIRA

  • Marcello Reis Meteora
  • Maria Elisa Marciano Martinez Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI)
  • Patricia Reis Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI-BR

Resumo

A indústria têxtil buscou inovar em seus produtos e processos, como o uso da biotecnologia, entre eles, tratamento enzimático, tratamento biológico e outros tratamentos (por exemplo, "jateamento biológico"), com ênfase em tratamentos enzimáticos com amilases, celulases, catalase, peroxidases e pectinases. Essa inovação tecnológica permitiu o desenvolvimento de processos mais ambientalmente corretos em condições agradáveis, como pH neutro, temperaturas mais baixas, menor consumo de água e energia e produtos químicos. A biotecnologia na indústria têxtil excede a substituição de produtos químicos por enzimas nos processos tradicionais, podendo desenvolver novos processos e produtos gerando novas propriedades para as fibras têxteis. Para avaliar a capacidade inovadora das tecnologias envolvidas nesse cenário, foram utilizados os dados dos documentos de patentes extraídos da base do INPI-BR, juntamente com os dados referentes à Pintec (pesquisa de inovação) - uma pesquisa realizada a cada três anos, abrangendo os setores de indústria, serviços, eletricidade e gás - realizados no Brasil, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os documentos de patentes extraídos foram selecionados 39 documentos, sendo 38 relacionados à biotecnologia na indústria têxtil depositados até 2013, sendo 24 em tratamento enzimático, 4 em tratamento biológico e 10 em outros tratamentos. Os dados referentes à Pintec nos apontam no setor de biotecnologia têxtil 18 empresas brasileiras, 13 das quais denominadas inovadoras. Como não foi encontrado nenhum documento de patente de uma empresa brasileira, a avaliação realizada em conjunto com a Pintec nos mostra como o setor têxtil brasileiro é visto em um processo inovador que demonstra que a indústria têxtil está evoluindo.

Biografia do Autor

Maria Elisa Marciano Martinez, Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI)
Prof. Me. Maria Elisa Marciano MartinezPossui graduação em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo (1996), mestrado em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo (2000) e especialização em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. Atualmente é pesquisadora em propriedade industrial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Tem experiência na área de engenharia química, com ênfase em processos bioquímicos, administração de microempresas, e, empropriedade industrial, incluindo mapeamento e prospecção tecnológica.Contato: melisa@inpi.gov.brFonte: CNPQ – Curriculo Lates
Publicado
2019-12-16